quinta-feira, 15 de novembro de 2012


golf 1.6

Olha à vontade: você não vai perceber nenhuma mudança aparente no Golf 1.6. Assuma o volante e, por mais que você rode, será difícil notar alterações de comportamento do carro. Mas, acredite, o hatch fabricado no Paraná está de alma renovada melhorou bastante. A nova versão 1.6 passou a ser equipada com motor inédito desenvolvido em São Carlos, no interior de São Paulo, ganhou recursos eletrônicos até então inexistentes na linha Volkswagen nacional e soluções de engenharia exclusivas em carros brasileiros. Em comparação ao 1.6 anterior, tornou-se menos áspero, mais econômico na cidade e esperto nas retomadas. Além do motor, batizado de EA 111, o câmbio também é novo e preserva a mesma suavidade e precisão das caixas anteriores.
O conjunto motor-transmissão livrou 15 quilos no peso total do carro. Com a nova fixação no chassi e a dispensa do protetor de cárter, o vão livre do solo foi aumentado em 4 centímetros, medida suficiente para corrigir um problema crônico no Golf a tendência de raspar em saliências do terreno. Outro motivo de reclamação dos donos da versão 1.6, a falta de força do motor, foi solucionado em parte: o EA 111 manteve a mesma potência e o mesmo torque do antigo EA 113. A vantagem é que os recursos eletrônicos, como o acelerador sem cabo, tornaram as respostas mais precisas e o funcionamento do quatro cilindros oito válvulas mais suave. O câmbio com escalonamento muito apropriado para a condução urbana contribui bastante para a disposição do modelo.
Alguns números de desempenho tirados na pista revelam essa disposição. Compare os novos resultados com os dados tirados do último teste da versão 1.6 feito em dezembro de 1999: o tempo para retomar de 40 a 80 km/h em terceira marcha, com o ar-condicionado ligado, caiu de 9,18 para 8,73 segundos. Na retomada 40 a 100 km/h em quinta marcha sem ar-condicionado, a diferença foi maior de 26,15 para 24,16 segundos. E na aceleração 0 a 100 km/h a melhora foi de 4 décimos de segundo.
Mas as diferenças de desempenho entre uma versão e outra não devem ser a maior preocupação do comprador de um Golf 1.6. O que pode interessar é o fato de o carro estar mais disposto em qualquer faixa de rotação. E, principalmente, mais econômico na cidade: comparado à versão anterior, está rodando 1,23 quilômetro extra por litro de gasolina com ar-condicionado ligado. Outra melhoria a ser levada em conta é a do nível de ruído caiu 1,2 decibel na escala com o motor funcionando na rotação máxima, sintoma de que o interior do carro passou a receber menos vibração. O novo conjunto mecânico não acarretou alterações na calibragem da suspensão, que continua firme sem ser incômoda e garantindo excelente estabilidade, especialmente nos modelos equipados com pneus 195/65 (opcionais aos 175/80). Os freios, auxiliados pelo ABS opcional, são muito eficientes.
No acabamento geral e no desenho, nenhuma novidade. O Golf é reconhecido pela construção caprichada e pela sobriedade das linhas, que se mantêm inalteradas desde a reforma de 1997. Entre os médios, categoria que inclui, entre outros, Astra, Focus e Brava, é o carro mais discreto e o segundo mais vendido, atrás do Astra hatch. A versão 1.6, a preferida dos compradores, representa 71% da produção total do modelo. Foi justamente nela que a Volks investiu, sem cobrar nada, por enquanto: o preço do modelo, que varia de 29 819 a 38 733 reais, não foi reajustado.
Golf 1.6

Nenhum comentário:

Postar um comentário