sexta-feira, 16 de novembro de 2012


No dia 19/11/2001 tive um gesto de coragem - vendi minha Honda C-100 Dream - companheira de quase quatro anos de estrada.  Havia chegado a hora de pegar a Twister.  Foi preciso decidir rápido, a Dream teria que ceder lugar à Twister, pois esta já estava na loja me esperando.
Realizado o negócio, e entregue a Dream à sua nova proprietária, fui à revenda MotoFor buscar a Twister.  Eu já estava observando este modelo desde o seu lançamento.  O seu porte (equiparável à Suzuki GS 500 E e à Honda CB 500), design, motor com quatro válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC - Double Overhead Camshaft, também chamado Double Overhead Cam. Este é um motor** com um par de comandos de válvulas no topo do cabeçote.  O primeiro comando opera as válvulas de admissão, enquanto o outro opera as válvulas de escape.), radiador de óleo, câmbio de seis velocidades, suspensão traseira monochoque com balança de alumínio, painel digital e tanque de gasolina grande para ter boa autonomia em viagens, já haviam me cativado desde o primeiro momento.
Foto "oficial" da Honda CBX 250 Twister: minha mais nova paixão.
Foto "oficial" da Honda CBX 250 Twister: minha mais nova paixão.
Ao funcionarmos a moto pela primeira vez, na loja imediatamente constatamos o que já sabíamos: o seu alto grau de desenvolvimento tecnológico.  O ronco do motor - suave e ao mesmo tempo encorpado - nos lembrou uma moto maior.
De cara já pegamos quatro dias de chuvas intensas, o que contribuiu para sujar toda a moto; antes mesmo de procedermos à nossa rotina quando compramos uma moto nova: enceramos e polimos toda a moto, o que facilita muito a manutenção da limpeza daí em diante, pois a sujeira passa a ser depositada em cima de uma superfície previamente encerada.
A Twister no lavajato - 09/12/01 - após a viagem a Goiás - GO.
A Twister no lavajato - 09/12/01 - após a viagem a Goiás - GO.
Independentemente desse fato, até o momento estamos na mais completa "lua-de-mel" com a moto: a sua dirigibilidade é excelente (em muito me lembrou minha Honda CB 400, lá dos idos 1980, só que bastante superior àquela), o ronco do motor é música para os ouvidos, a posição de pilotagem é excelente.  O banco "abraçando" o tanque de gasolina nos reporta à Honda CX 500 (Paris - 1982), e o guidão na posição ideal nos proporciona muita satisfação ao dirigirmos.
A sujeira era tanta que tive de levá-la a um lavajato, e depois "caprichar" em casa por mais umas quatro horas.
A sujeira era tanta que tive de levá-la a um lavajato, e depois "caprichar" em casa por mais umas quatro horas.
Só estou esperando o próximo final de semana para colocá-la na estrada, e iniciarmos a série de capítulos que quero efetivar na seqüência destes primeiros dias com a moto.
Pelo trabalho que tive na primeira lavada e encerada da moto, resolvi colocar um complemento, que eu mesmo fiz, no paralama dianteiro  - e que vai proteger as partes altas do motor da sujeira - conforme será mostrado em fotos a serem inseridas em breve.
A Twister na tarde de 09/12/01 - Praça T-29, também chamada de Praça Alternativa, no Setor Bueno - Goiânia-GO.
Foto da Honda CBX 250 Twister na tarde de 09/12/01 - Praça T-29, também chamada de Praça Alternativa, no Setor Bueno - Goiânia-GO.
Principais características notadas até o momento:
  • motor extremamente macio, com bom torque e subida de giros bem distribuída pelas seis marchas;
  • escapamento muito bem dimensionado, produzindo um barulho agradável e parecido com o das motos maiores;
  • ergonomia e funcionalidade dos comandos no guidão "nota dez", e painel de fácil leitura;
  • posição de pilotagem agradável, confortável e "convidativa";
  • rodas e pneus, aliados à suspensão traseira monochoque com balança de alumínio, produzindo uma das melhores ciclísticas que já experimentei até hoje;
  • banco muito confortável para o piloto e também para o garupa;
  • motor com boa altura mínima do solo (162 mm), melhor do que a da CB 500, por exemplo, a qual é de 145 mm, e do que os 140 mm da Shadow.   Embora isto eleve um pouco o centro de gravidade da moto, proporciona em troca uma melhor adaptabilidade aos pisos irregulares de nossas rodovias.  Além do que, num eventual trecho de terra vai proporcionar uma maior segurança ao piloto quanto aos desníveis do terreno e obstáculos diversos.
  • design "dual purpose": compacta ao olharmos para ela, e robusta/encorpada ao pilotarmos a mesma.
  • o "efeito turbilhão": o seu conjunto de pneus/relação, motor com quatro válvulas e detalhes do design faz com que seja produzido um efeito sonoro muito agradável nas reduzidas de velocidade, principalmente se estivermos em torno dos 80/100 km/h; isto me lembra bastante o som das motos de competição dos Mundiais de Velocidade - logicamente em menor escala - as quais vi correrem em Goiânia (1987, 1988 e 1989).
Motor
Tipo
Tipo DOHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecimento a ar, com radiador de óleo, 4 válvulas
Cilindrada
249 cm3
Diâmetro x curso
73,0 x 59,5 mm
Alimentação
Carburador VEA2A, Venturi de 30,1 mm
Sistema de lubrificação
Forçada por bomba trocoidal
Taxa de compressão
9,3:1
Torque máximo
2,48 kgf.m a 6.000 rpm
Potência máxima
24 cv a 8.000 rpm
Transmissão
6 velocidades (1-N-2-3-4-5-6)
Embreagem
Multidiscos banhados em óleo
Sistema de partida
Partida elétrica
Chassi
Tipo
Berço semi-duplo
Suspensão dianteira/curso
Dianteira/curso Telescópica/130 mm
Suspensão traseira/curso
Monoamortecida/100 mm
Freio dianteiro/diâmetro
A disco, hidráulico/276 mm
Freio traseiro/diâmetro
Tambor, mecânico, simples/130 mm
Pneu dianteiro
100/80 - 17 52S (sem câmara)
Pneu traseiro
130/70 - 17 62S (sem câmara)
Dimensões Capacidades
Tanque de combustível
16,5 litros (reserva 2,5 litros)
Óleo do motor
1,8 litros
Comprimento X largura X altura
.031 x 746 x 1.057 mm
Distância entre eixos
1.369 mm
Distância mínima do solo
162 mm
Altura do assento
782 mm
Peso seco
135 kg
Sistema Elétrico
Ignição
CDI (ignição por descarga capacitiva)
Bateria
12V – 6 Ah
Farol
35/35W - lâmpada halógena
**Obs.: Já sou apreciador destes motores (DOHC) há muito tempo, aliás desde que em 1972 vi pela primeira vez a CB 450 K2 - 1972 do ex-professor do Depto. de Economia da UnB, José Breno Bueno Salomão.
A foto abaixo pertence ao site canadense Moto Collection (link a seguir):
http://www.motocollection.com/Galerie/gal_jap_hon.htm 
 

Honda CB 450 k2 - 1972
* Mesma medida dos pneus da  Honda CBR 450 SR (modelo fora de linha).
Observações importantes: rodamos até hoje (03/12/01) 392 kms em trânsito urbano, e o marcador digital de combustível entrou na reserva (2,5 litros na reserva).  Enchemos o tanque com 14 (quatorze) litros, ou seja rodamos 392 kms com 14 litros.   Isto nos dá a excelente média de 28 km por litro de combustível, em trânsito urbano e no período de amaciamento. Pela nossa experiência em amaciar motos 0 km da marca Honda, podemos afirmar que conseguiremos médias de mais de 30 km por litro quando rodarmos em rodovias.
A partir desta quilometragem temos notado o progressivo amaciamento do motor (o qual já vem extremamente "macio" de fábrica); quando em retas, na 6ª marcha, estamos atingindo a velocidade de 80 km/h com o contagiros na faixa das 5.200 rpm ( a faixa vermelha começa nos 10.000 rpm).  Isto mostra a "folga" com que trabalha este maravilhoso motor DOHC com quatro válvulas.
Mais uma pose da Twister na praça. O brilho da pintura e cromados representa aproximadamente quatro horas de "trabalho".
Mais uma foto da CBX 250 Twister na praça. O brilho da pintura e cromados representa aproximadamente quatro horas de "trabalho".
No dia 08/12/01 abasteci o tanque para fazer a primeira viagem na Twister: havia rodado mais 159,3 km de trânsito urbano com 5,4 litros de combustível.   A média obtida de 29,5 km/litro nos surpreendeu positivamente mais uma vez.   Na manhã deste dia eu e Theresa fizemos uma pequena viagem de 287,3 km, gastando 10,15 litros de gasolina, até a cidade de Goiás (antiga capital do Estado de Goiás - local de nascimento de meu pai, avós e tios).  Neste percurso, utilizamos bastante o câmbio da moto, alternando várias vezes as rotações do motor, permitindo acelerações e retrocessos graduais para melhor amaciar o motor.  A média obtida foi de 28,3 km/litro.  Tomamos muita chuva no retorno, a partir de Goianira até Goiânia, e enfrentamos um trânsito bastante "travado" neste pequeno trecho de 18 quilômetros.
Atenção: Várias outras informações sobre a Twister estão disponibilizadas numa página interna de nosso site, chamada:alguns_emails.htm . Lá se encontram esclarecidas várias dúvidas de motociclistas interessados em comprar este modelo de moto, e até mesmo vários que já adquiriram a Honda CBX 250 Twister e nos escreveram para obter dicas sobre a moto.  Estamos satisfeitos por termos constatado que hoje em dia as nossas páginas sobre a Twister representam uma das principais fontes de consulta sobre esta moto na Internet.


  By : victor

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